O que é anarquia para vocês?
Haa já sei... vocês dir-me-ão que é confusão, bagunça, desordem, vadalismo... lamento o elo mais fraco são vocês...
Acho engraçado toda a gente detestar ou achar que a anarquia é o que foi referido acima ou que então é um mundinho perfeito... ERRADO NOVAMENTE... Anarquia é nada mais, nada menos que a ausência de Governo onde o povo decide através de comissões, associações, comunidades, etc... a verdadeira democracia que todos idealizam é a anarquia, é a célebre frase do "o povo é quem mais ordena"... é viver em sociedade, cortar com esses parasitas que querem-nos chupar. É poder ter direito à educação sem dogmas e estrangulamentos e aprender a sério, é ter direito a uma vida, fazer o que eu gosto, poder participar nos problemas locais, poder sentar-me à beira rio e esticar-me, poder ver as pessoas a demonstrar o amor, etc... ok isto é demasiado básico qualquer coisinha consultem o seguinte endereço ou algo mais aprofundado:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquismo
E lembrem-se que aqueles ideais podrefactos de Abril que vos metem na cabeça estão a ser cumpridos? Anarquia não é um partido, Anarquia não tem campanha de voto, Anarquia faz-se dia-a-dia e não de hoje para amanhã, é decidir as coisas contigo, com aquele, etc... Anarquia não é religião, Anarquia não é um culto ou desgraçar as pessoas.
Não estou aqui para fazer alguém acreditar na anarquia, se acreditas... porreiro! Se não acreditas, convinha informares-te sobre tal mesmo que não sejas a favor...
Sinceramente não acho grande piada ao nome anarquia talvez por causa do senso comum, dos dogmas, mas acho que faço para que tal exista e sou apologista de tal ideia.
sábado, 3 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Basura
"Busco en la basura algo mejor, busco en la basura algo nuevo, busco en la basura una solución..."
Ando a catarolar este refrão há uns dias. Faz sentido! Há lixo e mais lixo, e não é um lixo normal, é lixo humano, decadente daquele que nem sabes o que é, se te parece bom, se te parece mau, se cheira bem, se cheira mal. Há lixo não tenhas dúvidas... esse mesmo lixo joga contigo, jogo com o que tu és, tanto te dá atenção como no momento a seguir és lixo para eles.
Sente a estupidez a percorrer o corpo e a paciência a faltar, porque o lixo será sempre o lixo e tu serás sempre tú. É assim que tu te vês? É? Ou não?
Pega em ti e vai ouvir a cidade... percorre-a e não te desiludas, porque às vezes quando pensas que podes não ter razão é quando ela vem ao topo do bolo, e perceberás que ela é mais do que isso, mas que ninguém dá-te "crédito", ninguém te vai perceber. Cospe e cospe, e volta a cuspir!
Mas às vezes no lixo encontramos a solução em alguém que não é lixo...
Ando a catarolar este refrão há uns dias. Faz sentido! Há lixo e mais lixo, e não é um lixo normal, é lixo humano, decadente daquele que nem sabes o que é, se te parece bom, se te parece mau, se cheira bem, se cheira mal. Há lixo não tenhas dúvidas... esse mesmo lixo joga contigo, jogo com o que tu és, tanto te dá atenção como no momento a seguir és lixo para eles.
Sente a estupidez a percorrer o corpo e a paciência a faltar, porque o lixo será sempre o lixo e tu serás sempre tú. É assim que tu te vês? É? Ou não?
Pega em ti e vai ouvir a cidade... percorre-a e não te desiludas, porque às vezes quando pensas que podes não ter razão é quando ela vem ao topo do bolo, e perceberás que ela é mais do que isso, mas que ninguém dá-te "crédito", ninguém te vai perceber. Cospe e cospe, e volta a cuspir!
Mas às vezes no lixo encontramos a solução em alguém que não é lixo...
domingo, 28 de março de 2010
Às vezes penso se tudo o que eu faço é consciente ou inconsciente, baseando-me nas minhas bases ou fazendo tudo à balda... Esferas azúis, azúis como tudo, um azul estranho e brilhante que às vezes parece que entra, nú e crú... é estranho, quando mais estranho é ter determinado estado de espírito.
Não me tem apetecido escrever, mas existe um turbilhão de coisas a "assombrar-me"... sobre o quê? Bom, não me apetece falar mesmo sendo positivas ou algo parecido. Escrevo para empatar o tempo que me costuma empatar, que me costuma afogar. Tudo tão chato e sem vontade e não sinto motivação nenhuma, neste preciso momento só me apetece a minha guitarra e desenhar... desenhar e desenhar, desenhando... fazendo um desenho, uma pintura, uma treta qualquer. As férias sabem sempre bem, principalmente no que toca a horas de sono, poder acordar tranquilo sem preocupações demasiadas, mas depois, vem sempre o aborrecimento... às vezes (ou quase sempre) nem me apetece sair lá para fora... incomoda-me... Se eu me enfiasse num buraco de vez em quando até sabia bem para poder refrescar a cabeça.... mas contento-me com os meus cobertores - esticado, de papo p'ro ar... Como dizia uma música "Lá vamos saindo...".
Não me tem apetecido escrever, mas existe um turbilhão de coisas a "assombrar-me"... sobre o quê? Bom, não me apetece falar mesmo sendo positivas ou algo parecido. Escrevo para empatar o tempo que me costuma empatar, que me costuma afogar. Tudo tão chato e sem vontade e não sinto motivação nenhuma, neste preciso momento só me apetece a minha guitarra e desenhar... desenhar e desenhar, desenhando... fazendo um desenho, uma pintura, uma treta qualquer. As férias sabem sempre bem, principalmente no que toca a horas de sono, poder acordar tranquilo sem preocupações demasiadas, mas depois, vem sempre o aborrecimento... às vezes (ou quase sempre) nem me apetece sair lá para fora... incomoda-me... Se eu me enfiasse num buraco de vez em quando até sabia bem para poder refrescar a cabeça.... mas contento-me com os meus cobertores - esticado, de papo p'ro ar... Como dizia uma música "Lá vamos saindo...".
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Apeteceu-me...
A propósito do que escrevi há uns tempos sobre a António Arroio, hoje volto a escrever... as memórias estão lá, tiveram fim no verão do ano passado... hoje olhei para os meus ténis e calças e lembrei-me que mais ou menos aquela roupa, em particular os ténis tinha estado comigo no Verão quando visitei a António Arroio para me matricular no 11º ano. Nessa altura já o edifício estava parcialmente fechado. Estou farto dos contentores, ultimamente têm algumas coisas interessantes como a sala de desenho ou a sala de alunos, mas nada de mais... Começa a irritar um pouco, estou farto das desculpas dos professores com o "é do programa..." para justificar determinada matéria que às vezes nem tem nexo ser dada. De resto até me sinto relativamente bem com os meus amigos e amigas, continua sempre a boa disposição do costume nada de novo a acrescentar, em relação a isso...
Não faço disto um diário, porque isto é muito mais que isso, tem muito mais objectivos apesar de eu gostar dos pequenos pormenores.
Outro ponto interessante foi a velha e raquítica história de escrever cartas de amor para outrém desconhecido e sem nexo diga-se... Por acaso estava inspirado digamos, mas nada de especial que as atracções são vulgares e insignificantes... tal como o dia dos namorados, algo extremamente consumista e reles.
Apetece-me férias literalmente, aliás, desespero mais pelo fim de semana, que é extremamente ambicionado! Estou deserto para poder descansar e dormir sem que tenha de me preocupar com aquela coisa chamada escola a que eu chamaria "emprego" pelas 8 horas diárias que lá passo, excepto alguns dias (um ou dois). Digamos que estou frito, que já não suporto a ideia de ter de assimilar coisas que não vão contribuir muito para a minha cultura geral, visto que algum tempo depois elas trespassam o meu imaginário e desaparecem nos confins da minha cabeça. Estou farto de palhaços que nem curso devem ter e que foram escolhidos a dedo para me tornar mais culto... aliás, tornar-me um robot da sociedade podrefacta, cheia de gente faminta de competição gananciosa e pouco saudável. E ainda nos tratam como se fôssemos crianças... será porque a turma se porta mal? Não acredito nisso, a turma porta-se mal, mas não é em vão e haverá sempre um motivo para tal, neste caso a saturação cerebral que temos, o desespero e o pânico de jogarem com o nosso futuro sem nos darem muitas vezes oportunidade de escolha, de enriquecimento cultural, sem dogmas, com liberdade, sem preconceitos... Estou farto dos meus 'stores se apoiarem num determinado colega meu, porque a senhora vai à igreja e então quase que levamos com a catequese quando os 'stores pedem para ela dar exemplo de determinada obra que contenha algo de cariz religioso utilizando dogmas. Estou farto, mas atenção, não tenho nada contra católicos ou outras religiões que se limitam a fazer o que querem da vida sem prejudiar ou encher a cabeça às pessoas, tenho sim contra aquilo que interfere no meu conhecimento liberal sem mentiras e coisas que nunca foram provadas (leia-se surreais e utópicas), contra esses cérebrozinhos que me querem caçar a todo o momento e em quase todo lado metaforicamente, mas que querem...
Sinto-me tão incapacitado em relação a isso e toda a gente fala do "deixa estar...", se tudo fosse fácil...
Enfim... quase que termino e fico com a sensação de fome de algo, aguardo a decadência e o golpe final do ensino que merece uma revolução capaz de tornar a escola algo decente, e não... não é um mundo côr-de-rosa mas sim algo credível e que não seja baseado neste antro de decadência... Como eu gosto dos sorrisos.... que esses venham e sejam bem vindos, que sejam sorrisos de opinião e de amor vá...
Não faço disto um diário, porque isto é muito mais que isso, tem muito mais objectivos apesar de eu gostar dos pequenos pormenores.
Outro ponto interessante foi a velha e raquítica história de escrever cartas de amor para outrém desconhecido e sem nexo diga-se... Por acaso estava inspirado digamos, mas nada de especial que as atracções são vulgares e insignificantes... tal como o dia dos namorados, algo extremamente consumista e reles.
Apetece-me férias literalmente, aliás, desespero mais pelo fim de semana, que é extremamente ambicionado! Estou deserto para poder descansar e dormir sem que tenha de me preocupar com aquela coisa chamada escola a que eu chamaria "emprego" pelas 8 horas diárias que lá passo, excepto alguns dias (um ou dois). Digamos que estou frito, que já não suporto a ideia de ter de assimilar coisas que não vão contribuir muito para a minha cultura geral, visto que algum tempo depois elas trespassam o meu imaginário e desaparecem nos confins da minha cabeça. Estou farto de palhaços que nem curso devem ter e que foram escolhidos a dedo para me tornar mais culto... aliás, tornar-me um robot da sociedade podrefacta, cheia de gente faminta de competição gananciosa e pouco saudável. E ainda nos tratam como se fôssemos crianças... será porque a turma se porta mal? Não acredito nisso, a turma porta-se mal, mas não é em vão e haverá sempre um motivo para tal, neste caso a saturação cerebral que temos, o desespero e o pânico de jogarem com o nosso futuro sem nos darem muitas vezes oportunidade de escolha, de enriquecimento cultural, sem dogmas, com liberdade, sem preconceitos... Estou farto dos meus 'stores se apoiarem num determinado colega meu, porque a senhora vai à igreja e então quase que levamos com a catequese quando os 'stores pedem para ela dar exemplo de determinada obra que contenha algo de cariz religioso utilizando dogmas. Estou farto, mas atenção, não tenho nada contra católicos ou outras religiões que se limitam a fazer o que querem da vida sem prejudiar ou encher a cabeça às pessoas, tenho sim contra aquilo que interfere no meu conhecimento liberal sem mentiras e coisas que nunca foram provadas (leia-se surreais e utópicas), contra esses cérebrozinhos que me querem caçar a todo o momento e em quase todo lado metaforicamente, mas que querem...
Sinto-me tão incapacitado em relação a isso e toda a gente fala do "deixa estar...", se tudo fosse fácil...
Enfim... quase que termino e fico com a sensação de fome de algo, aguardo a decadência e o golpe final do ensino que merece uma revolução capaz de tornar a escola algo decente, e não... não é um mundo côr-de-rosa mas sim algo credível e que não seja baseado neste antro de decadência... Como eu gosto dos sorrisos.... que esses venham e sejam bem vindos, que sejam sorrisos de opinião e de amor vá...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
António Arroio!
domingo, 24 de janeiro de 2010
Pensas assim?
Estou farto da merda que me rodeia... não, não são os meus amigos, não todos... Começo a achar tudo muito fútil (a juntar ao extremamente fútil que achava), toda a gente é demasiado igual...
Vejo aqueles clones a sair do metro todas de igual com a sua botinha de montanha, e a sua "encharpe" rôxa ao pescoço pra não falar daquele cabelinho volumoso, e das longas e longas conversas com os célebres "amooo-tee" ou "não te esqueças de miiiiimm"... ou ainda "dedicada a ti".... esquecem-se que vão acabar "engolidas" pela sociedade, onde elas já são conformistas.
Vejo aquelas pessoas que por onde quer que passes olham pra ti só porque pensas de maneira diferente, ou ages e vestes-te de maneira diferente como se fosses uma aberração, que num supermercado abanam a cabeça em jeito de "coitado, deus lhe perdoe"... Pois bem, deus (ou Deus p'ros crentes) não me vai perdoar porque, para juntar mais uma acha à fogueira, não acredito nele e a fantuchada que se segue é da inteira responsabilidade de um povo que mesmo em certos aspectos é característico, noutros enoja, principalmente nas grandes cidades, que hoje em dia são o cúmulo. Um povo que não pensa por si, que critica mas que depois arrasta-se sobre algo que criticou porque precisa de ajuda pra algo, um povo que consome em "excesso excessivamente excedente" em que o passeio preferido do papá, da mamã e filhote é centro comercial onde rumam todas as semanas para apreciarem o movimento dos restantes traseuntes.
Estou farto daqueles que fazem algo porque é "bué fixe", porque se querem inserir num grupo, e que depois vêm com teorias da Amnistia internacional em trabalhos da escola como se fossem um grande exemplo a seguir que no preciso momento seguinte já estão a correr pelos fundos da sala a dizerem que anda um bicho qualquer no ar e que querem-no matar, ou então que gozam com todos os outros que são exemplos e que têm mentalidade aberta.
Estou farto de etiquetas à minha pessoa e aos demais... mesmo que seja por gozo por vezes chateia. Às vezes sinto-me sem pé, como se onde eu fosse algo estranho, pessoas estranhas que p'ra eles tu és uma etiqueta onde está escrito o que te vêem na aparência e tudo o que não vêem e não tens.
Acho mais verdadeiro quando há demonstração de afecto directa do que essas merdas de comentários ou de aparências que correm esses hi5's e outras redes sociais... e até mesmo na vida real!
Acho tão genuíno quando a minha avó diz o seu "bardamerda!!" que se está a cagar para o que os outros são, e que, pessoas com a mesma idade que ela discutem por causa da porcaria de um lugar no autocarro para Algés como se fossem animais... há aqueles que querem ser tratados como pessoas activas, mesmo sendo as ditas "reformadas" ou "pensionistas", com o seu saber característico, e as que serem animais pestilentos que se arrastam por causa da merda do lugar para irem a Algés durante 50 minutos a contarem a vida de outrem sem justa causa.
Ainda bem que ninguém é perfeito, e felizmente dou-me com as pessoas mais imperfeitas do mundo, ou quase mais imperfeitas... pois essas (a maioria) são aquelas que são elas próprias e que não vêm com histórias de que são elas próprias porque lhes apeteceu fazer isto ou aquilo como se fossem algo muito à frente num bando de clones...
Aqueles que te sorriem minimamente, que se lembram de te pôr à vontade, que até podem ter influências dos outros, mas que fazem as coisas à sua maneira e que não levam para um modo dito dramático. Que querem ser livres, ou que julgam que o são, e que sonham com o que querem ser, que ambicionem algo saudável, que façam a merda, que façam o bem, mas que são eles!
Não estou a fazer uma crítica.... quem sou eu para julgar os outros?? Estou a constatar factos da mole humana que se atravessa no meu caminho. Eu próprio sou quase assim, ou não... depende do dia... Não gosto de criticar porque eu acho que está mal como se eu fosse um grande exemplo, vejo é que as pessoas querem dar exemplos e demonstrar algo que não são...
Restam as verdadeiras que se expressam sobre o que elas são mesmo, que estão "aprisionadas" num sistema burocrático, que querem ter a vida delas, que querem "dar e receber ternuras".
Continuem a ser vocês mesmos que são uns trombudos, uns antimpáticos, uns "bacanos", uns engraçados, uns cómicos, uns lixados, uns tudo.... mas que sejam vocês mesmos, porque cada um de nós não somos exemplo, mas se formos um todo, somos mais que um exemplo, somos algo concreto.
PS: haa e não te esqueças de comentar o meu hi5 e as minhas fotos... (ironia)
Vejo aqueles clones a sair do metro todas de igual com a sua botinha de montanha, e a sua "encharpe" rôxa ao pescoço pra não falar daquele cabelinho volumoso, e das longas e longas conversas com os célebres "amooo-tee" ou "não te esqueças de miiiiimm"... ou ainda "dedicada a ti".... esquecem-se que vão acabar "engolidas" pela sociedade, onde elas já são conformistas.
Vejo aquelas pessoas que por onde quer que passes olham pra ti só porque pensas de maneira diferente, ou ages e vestes-te de maneira diferente como se fosses uma aberração, que num supermercado abanam a cabeça em jeito de "coitado, deus lhe perdoe"... Pois bem, deus (ou Deus p'ros crentes) não me vai perdoar porque, para juntar mais uma acha à fogueira, não acredito nele e a fantuchada que se segue é da inteira responsabilidade de um povo que mesmo em certos aspectos é característico, noutros enoja, principalmente nas grandes cidades, que hoje em dia são o cúmulo. Um povo que não pensa por si, que critica mas que depois arrasta-se sobre algo que criticou porque precisa de ajuda pra algo, um povo que consome em "excesso excessivamente excedente" em que o passeio preferido do papá, da mamã e filhote é centro comercial onde rumam todas as semanas para apreciarem o movimento dos restantes traseuntes.
Estou farto daqueles que fazem algo porque é "bué fixe", porque se querem inserir num grupo, e que depois vêm com teorias da Amnistia internacional em trabalhos da escola como se fossem um grande exemplo a seguir que no preciso momento seguinte já estão a correr pelos fundos da sala a dizerem que anda um bicho qualquer no ar e que querem-no matar, ou então que gozam com todos os outros que são exemplos e que têm mentalidade aberta.
Estou farto de etiquetas à minha pessoa e aos demais... mesmo que seja por gozo por vezes chateia. Às vezes sinto-me sem pé, como se onde eu fosse algo estranho, pessoas estranhas que p'ra eles tu és uma etiqueta onde está escrito o que te vêem na aparência e tudo o que não vêem e não tens.
Acho mais verdadeiro quando há demonstração de afecto directa do que essas merdas de comentários ou de aparências que correm esses hi5's e outras redes sociais... e até mesmo na vida real!
Acho tão genuíno quando a minha avó diz o seu "bardamerda!!" que se está a cagar para o que os outros são, e que, pessoas com a mesma idade que ela discutem por causa da porcaria de um lugar no autocarro para Algés como se fossem animais... há aqueles que querem ser tratados como pessoas activas, mesmo sendo as ditas "reformadas" ou "pensionistas", com o seu saber característico, e as que serem animais pestilentos que se arrastam por causa da merda do lugar para irem a Algés durante 50 minutos a contarem a vida de outrem sem justa causa.
Ainda bem que ninguém é perfeito, e felizmente dou-me com as pessoas mais imperfeitas do mundo, ou quase mais imperfeitas... pois essas (a maioria) são aquelas que são elas próprias e que não vêm com histórias de que são elas próprias porque lhes apeteceu fazer isto ou aquilo como se fossem algo muito à frente num bando de clones...
Aqueles que te sorriem minimamente, que se lembram de te pôr à vontade, que até podem ter influências dos outros, mas que fazem as coisas à sua maneira e que não levam para um modo dito dramático. Que querem ser livres, ou que julgam que o são, e que sonham com o que querem ser, que ambicionem algo saudável, que façam a merda, que façam o bem, mas que são eles!
Não estou a fazer uma crítica.... quem sou eu para julgar os outros?? Estou a constatar factos da mole humana que se atravessa no meu caminho. Eu próprio sou quase assim, ou não... depende do dia... Não gosto de criticar porque eu acho que está mal como se eu fosse um grande exemplo, vejo é que as pessoas querem dar exemplos e demonstrar algo que não são...
Restam as verdadeiras que se expressam sobre o que elas são mesmo, que estão "aprisionadas" num sistema burocrático, que querem ter a vida delas, que querem "dar e receber ternuras".
Continuem a ser vocês mesmos que são uns trombudos, uns antimpáticos, uns "bacanos", uns engraçados, uns cómicos, uns lixados, uns tudo.... mas que sejam vocês mesmos, porque cada um de nós não somos exemplo, mas se formos um todo, somos mais que um exemplo, somos algo concreto.
PS: haa e não te esqueças de comentar o meu hi5 e as minhas fotos... (ironia)
sábado, 16 de janeiro de 2010
Outro dia...
O Verão e a Primavera ainda vão longe... mas nada como regressar às imagens de umas mini-férias de além da cidade, de além dos campos, de além disto tudo para nenhures junto à fronteira...
Destino?
Monsanto da Beira... cerca de 50 km para nordeste de Castelo Branco, bem visível muito antes de se marcar 20km e talvez 30... a aldeia exibe-se numa elevação granítica com 758 metros de altitude de onde se pode avistar a fronteira invísivel com espanha por entre algumas coordilheiras e parques de centrais eólicas.
A Serra da Estrela deslumbra-se a noroeste da aldeia... onde a natureza se sobrepõe a tudo o resto... estamos a cerca de 80 km ou muito mais em linha recta da serra, mas consegue-se ve o cume...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Hoje, ontem e amanhã...
Chuva, chuva e mais chuva! Gosto de chuva, mas não gosto de me molhar. Hoje foi um desses dias, daqueles que nem chapéus de chuva servem, ou se servem, servem mal...
Tudo continua na mesma... ultimamente nada muda, nada se altera, talvez para pior, mas sempre monótono.... enfim...
Às vezes espero que algo novo aconteça, mas é parvo esperar, deixo-me seguir...
Tudo continua na mesma... ultimamente nada muda, nada se altera, talvez para pior, mas sempre monótono.... enfim...
Às vezes espero que algo novo aconteça, mas é parvo esperar, deixo-me seguir...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Filhos da puta que nos destroem,
Rebeldes ridículos que destroem,
Não passarão por cima de nós,
A confusão instala-se,
Mas tu ficarás mal,
Nós ficaremos mal,
Todos ficarão mal,
Mal é a palavra de ordem,
Mal é aquilo que te vai corroer as entranhas um dia,
Aquilo que te vai consumir,
Aquilo com que te injectas,
Aquilo que nós não usamos e recusamos,
Vai-te destruir as entranhas,
Vais morrer!
Nós ficamos a ver o teu sumisso,
A tua evaporação,
A tua destruição,
O teu final,
O flagelo vai-te matar...
Rei da merda,
De um bairro ridículo,
De manias animais,
Que fazem as vidas dos outros obscuras,
Torturem-se,
Desapareçam,
Ou apercebam-se...
Do PERIGO!
Rebeldes ridículos que destroem,
Não passarão por cima de nós,
A confusão instala-se,
Mas tu ficarás mal,
Nós ficaremos mal,
Todos ficarão mal,
Mal é a palavra de ordem,
Mal é aquilo que te vai corroer as entranhas um dia,
Aquilo que te vai consumir,
Aquilo com que te injectas,
Aquilo que nós não usamos e recusamos,
Vai-te destruir as entranhas,
Vais morrer!
Nós ficamos a ver o teu sumisso,
A tua evaporação,
A tua destruição,
O teu final,
O flagelo vai-te matar...
Rei da merda,
De um bairro ridículo,
De manias animais,
Que fazem as vidas dos outros obscuras,
Torturem-se,
Desapareçam,
Ou apercebam-se...
Do PERIGO!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Como era bom...
Como eram boas aquelas manhãs...
Saltava eu escada abaixo aos três degraus para não perder o autocarro. Chegava ao metro na ânsia de apanhar o primeiro autocarro que visse, qualquer um deles levava-me à António Arroio, em que sair na Rotunda das Olaias ou na Calçada da Picheleira era-me indiferente, se bem que o 720 é uma excursão pelo Bairro dos Actores.
Lá estava ela reluzente aos primeiros raios de sol da manhã, uns dias melhor, outros pior... mas sempre com aquela imagem dos azulejos na sua fachada. Contornava o edifício, passava a paragem, e entrava na rua da escola... aquele maldito chão pegajoso das árvores (tílias julgo eu...) e da sua substância e chegava ao "AMO-TE": a meta de todos os dias úteis da semana. Em frente no Bel'Arte entram os primeiros Arroianos do dia: tabaco, um bolo, um sumo, uma garrafa de leite UCAL ou outra coisa qualquer vai encher a alma a quem tem de aguentar mais um dia de aulas... ou de outra coisa qualquer....
No passeio junto ao estacionamento vê-se a malta a conversar sobre coisas com ou sem sentido. Subo as escadas, por vezes com o som reforçado de uma guitarra acústica...
Há quem aproveite p'ra dormir encostado aos pilares que suportam o corredor de entrada do edifício raso, uns ouvem música, outros desenham e quem faça mais barulho p'ra despertar aqueles que se esqueceram de dormir na noite passada...
A máquina de carregamento dos cartões de aluno ainda está desligada, volto para trás, umas vezes (e quase sempre) para ir me sentar à porta a ouvir uma banda qualquer, nos últimos tempos Xutos, Censurados ou outras, ou então seguia em direcção à papelaria "cagado" para conseguir arranjar material para desenho à última da hora antes do toque da campaínha...
Os intervalos são algo imenso, não de tempo, mas de gente, ouve-se berros, risos parvos, conversas paralelas... TUDO... uns vão fumar à porta outros limitam-se a ficar dentro da escola nos pilares, outros jogam os velhos matrecos, outros vão para o bar, outros na entrada e nos seus degraus gastos pelo tempo, outros ficam nas escadas do fundo do edifício com uma janela que consegue captar por entre as frechas dos prédios o rio.
As casas de banho verdes cheias de rabiscos, graffitis, tag's, desenhos, palavras, frases de revolta e afins vai ambientando a minha mija diária com aquele odor fedorento, mas que mesmo assim, não deixa de ser a António Arroio. Saio e posso ver mais rabiscos na parede, desenhos e uns curiosos stencil's de bandas e afirmações de outros poetas ou escritores. O quadro eléctrico tem uma série de autocolantes, um deles é um rótulo de um queijo qualquer, talvez o Primor julgo...
Sentamo-nos nas escadas... há sempre alguém a quem podemos cravar umas bolachas de pepitas de chocolate depois do lanche da manhã, há sempre alguém a fazer equilíbrio só com uma perna, há sempre alguém cheio de sono a ouvir musica, há sempre alguém que se encosta à janela para levar com os raios solares na espinha e há sempre que se farta e diz "tou farto, vou lá p'ra baixo!" na esperança de ver alguém conhecido lá em baixo. Vagueia-se escada acima, escada abaixo... nota-se qualquer coisa de estranho lá fora nas traseiras... uns buracos que destruíram uns desenhos espectaculares...
Bem, desce-se... vai-se à máquina comprar qualquer coisa... ou vai-se até lá fora ver a multidão... skate, comida com fartura, cigarros esborrachados, tudo em abundância... no corredor, atrás dos pilares, vê-se vários trabalhos expostos...
As aulas são o costume.... cada vez presentes assim que se ouve o toque de entrada, incrédulos todos subimos para apanhar uma seca ou algo muito interessante. No meu caso talvez desenho fosse a melhor... andar pela sala, desenhar, ouvir música, sentir-me bem por fazer algo... a quase total Liberdade é a expressão do dia!
O velho lavatório atrás da porta lava-nos o esforço em vão nos trabalhos, e lava-nos a mente para o próximo intervalo após uma aula bem passada, assim como muitas outras...
Ao almoço a Arroio continua a ser a Arroio, tudo na esperança do fim do dia, o pessoal no café ou no refeitório a almoçar... e com isso a recordação do comer por vezes mau, com salada pra lixar os meus dentes de tão rija que é...
Os intervalos da tarde e o fim do almoço são invadidos pela gulosice de uma barra de chocolate Kinder ou gomas...
As oficinas estão a funcionar em pleno à espera da malta de cerâmica, madeiras eserigrafia (com o professor Jorge e os seus cd's do James Brown ou os velhos clássicos do Rock e da Pop-Rock...).
Era a António Arroio! A malta invadia a oficina das outras turmas para meter dois dedos de conversa com o stor ou com algum amigo que por ali tenha ficado com um trabalho atrasado.
Tudo voltava a ser como de manhã: wc's cheios, malta nos matrecos e no ping-pong, malta cá fora com guitarras, por vezes com jambés ou outro instrumento qualquer, fruto de algum aluno e da sua experiência musical...
À noite era a António Arroio também, mais silenciosa, mas à porta com o mesmo barulho de sempre sob as árvores sobrias...
Hoje saio do autocarro, já não existe o edifício do painel de azulejos, apenas o painel... já não existe as escadas do fundo, as janelas onde se via o rio, as salas, os corredores escuros iluminados pelo sol, as escadas gastas. A entrada está fechada e o final do corredor do piso raso já não existe. As oficinas acabaram, deixou de se ouvir a malta a gritar, a invadir salas, a rir, deixou de se ver tudo e mais um pouco... resta um átrio, o bar, a papelaria e os fundos...
Saltava eu escada abaixo aos três degraus para não perder o autocarro. Chegava ao metro na ânsia de apanhar o primeiro autocarro que visse, qualquer um deles levava-me à António Arroio, em que sair na Rotunda das Olaias ou na Calçada da Picheleira era-me indiferente, se bem que o 720 é uma excursão pelo Bairro dos Actores.
Lá estava ela reluzente aos primeiros raios de sol da manhã, uns dias melhor, outros pior... mas sempre com aquela imagem dos azulejos na sua fachada. Contornava o edifício, passava a paragem, e entrava na rua da escola... aquele maldito chão pegajoso das árvores (tílias julgo eu...) e da sua substância e chegava ao "AMO-TE": a meta de todos os dias úteis da semana. Em frente no Bel'Arte entram os primeiros Arroianos do dia: tabaco, um bolo, um sumo, uma garrafa de leite UCAL ou outra coisa qualquer vai encher a alma a quem tem de aguentar mais um dia de aulas... ou de outra coisa qualquer....
No passeio junto ao estacionamento vê-se a malta a conversar sobre coisas com ou sem sentido. Subo as escadas, por vezes com o som reforçado de uma guitarra acústica...
Há quem aproveite p'ra dormir encostado aos pilares que suportam o corredor de entrada do edifício raso, uns ouvem música, outros desenham e quem faça mais barulho p'ra despertar aqueles que se esqueceram de dormir na noite passada...
A máquina de carregamento dos cartões de aluno ainda está desligada, volto para trás, umas vezes (e quase sempre) para ir me sentar à porta a ouvir uma banda qualquer, nos últimos tempos Xutos, Censurados ou outras, ou então seguia em direcção à papelaria "cagado" para conseguir arranjar material para desenho à última da hora antes do toque da campaínha...
Os intervalos são algo imenso, não de tempo, mas de gente, ouve-se berros, risos parvos, conversas paralelas... TUDO... uns vão fumar à porta outros limitam-se a ficar dentro da escola nos pilares, outros jogam os velhos matrecos, outros vão para o bar, outros na entrada e nos seus degraus gastos pelo tempo, outros ficam nas escadas do fundo do edifício com uma janela que consegue captar por entre as frechas dos prédios o rio.
As casas de banho verdes cheias de rabiscos, graffitis, tag's, desenhos, palavras, frases de revolta e afins vai ambientando a minha mija diária com aquele odor fedorento, mas que mesmo assim, não deixa de ser a António Arroio. Saio e posso ver mais rabiscos na parede, desenhos e uns curiosos stencil's de bandas e afirmações de outros poetas ou escritores. O quadro eléctrico tem uma série de autocolantes, um deles é um rótulo de um queijo qualquer, talvez o Primor julgo...
Sentamo-nos nas escadas... há sempre alguém a quem podemos cravar umas bolachas de pepitas de chocolate depois do lanche da manhã, há sempre alguém a fazer equilíbrio só com uma perna, há sempre alguém cheio de sono a ouvir musica, há sempre alguém que se encosta à janela para levar com os raios solares na espinha e há sempre que se farta e diz "tou farto, vou lá p'ra baixo!" na esperança de ver alguém conhecido lá em baixo. Vagueia-se escada acima, escada abaixo... nota-se qualquer coisa de estranho lá fora nas traseiras... uns buracos que destruíram uns desenhos espectaculares...
Bem, desce-se... vai-se à máquina comprar qualquer coisa... ou vai-se até lá fora ver a multidão... skate, comida com fartura, cigarros esborrachados, tudo em abundância... no corredor, atrás dos pilares, vê-se vários trabalhos expostos...
As aulas são o costume.... cada vez presentes assim que se ouve o toque de entrada, incrédulos todos subimos para apanhar uma seca ou algo muito interessante. No meu caso talvez desenho fosse a melhor... andar pela sala, desenhar, ouvir música, sentir-me bem por fazer algo... a quase total Liberdade é a expressão do dia!
O velho lavatório atrás da porta lava-nos o esforço em vão nos trabalhos, e lava-nos a mente para o próximo intervalo após uma aula bem passada, assim como muitas outras...
Ao almoço a Arroio continua a ser a Arroio, tudo na esperança do fim do dia, o pessoal no café ou no refeitório a almoçar... e com isso a recordação do comer por vezes mau, com salada pra lixar os meus dentes de tão rija que é...
Os intervalos da tarde e o fim do almoço são invadidos pela gulosice de uma barra de chocolate Kinder ou gomas...
As oficinas estão a funcionar em pleno à espera da malta de cerâmica, madeiras eserigrafia (com o professor Jorge e os seus cd's do James Brown ou os velhos clássicos do Rock e da Pop-Rock...).
Era a António Arroio! A malta invadia a oficina das outras turmas para meter dois dedos de conversa com o stor ou com algum amigo que por ali tenha ficado com um trabalho atrasado.
Tudo voltava a ser como de manhã: wc's cheios, malta nos matrecos e no ping-pong, malta cá fora com guitarras, por vezes com jambés ou outro instrumento qualquer, fruto de algum aluno e da sua experiência musical...
À noite era a António Arroio também, mais silenciosa, mas à porta com o mesmo barulho de sempre sob as árvores sobrias...
Hoje saio do autocarro, já não existe o edifício do painel de azulejos, apenas o painel... já não existe as escadas do fundo, as janelas onde se via o rio, as salas, os corredores escuros iluminados pelo sol, as escadas gastas. A entrada está fechada e o final do corredor do piso raso já não existe. As oficinas acabaram, deixou de se ouvir a malta a gritar, a invadir salas, a rir, deixou de se ver tudo e mais um pouco... resta um átrio, o bar, a papelaria e os fundos...
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